![]() |
| Conan the Barbarian n°182 |
Edição publicada pela Marvel Comics em maio de 1986. Esta hq é especialmente marcante por trazer o selo do 25º Aniversário da Marvel.
A trama se passa durante um período em que o bárbaro atua em reinos civilizados, mais especificamente na região de Shem. O Rei de Shem nomeia Conan como seu senhor da guerra (warlord), fingindo demonstrar gratidão pelas habilidades de combate do bárbaro e utilizando sua força bruta para defender os interesses de sua coroa. Na realidade, essa aparente honra é uma fachada política. O soberano enxerga Conan como uma ameaça ou um peão descartável e arquiteta um plano sinistro para eliminá-lo. O plano envolve lançar o cimério diretamente em um conflito brutal e orquestrado contra os Pictos.
Bom, do ponto de vista estrutural, a edição é bem legal e agrada pela ação e disputas de poder.
A narrativa de "Testament" é um reflexo do estilo de escrita de Jim Owsley (Christopher Priest) nos roteiros da revista. Owsley gostava de afastar Conan do mero estereótipo de "matador de monstros" e inseri-lo em contextos onde a inteligência cruel dos reis civilizados era tão perigosa quanto o fio de uma espada, testando a resiliência e a astúcia do bárbaro, algo que também me agrada bastante.
Já a arte e os desenhos de capa são assinados pelo lendário John Buscema com arte-final de Ernie Chan. Buscema é considerado um dos maiores desenhistas da história da Marvel. Seus traços e domínio sobre cenários brutais definiram o padrão visual do Conan que influenciou gerações de artistas no mundo inteiro.
Entre intrigas palacianas, traições e batalhas campais, esta edição é uma síntese perfeita da Era Hiboriana. A obra cumpre bem o papel de entreter e solidifica seu valor histórico transformando um simples quadrinho em uma incrível crônica lendária.









