
Terras Distantes,Dias Errantes
Em parceria com a Editora Palavra & Verso - Terras Distantes, Dias Errantes - antologia publicada em 2026, dedicada ao fantástico, reunindo narrativas inéditas de diversos autores da literatura nacional contemporânea.
Primeiramente eu adorei essa antologia. A leitura é fluida e conduz por cenários ricos em imaginação e mistério, nos quais o extraordinário surge com naturalidade.
Os contos compartilham elementos que ajudam a construir uma identidade fantástica como “Mungus” de Alan Polanczyk, “Vermelho e Branco” de Kassius Oliveira, “Faíscas da Noite” de Yuri Blasio Martins, "A Árvore do Caos" do Lawrence Foster, “A Menina e a Pedra Pontuda” de Luwi Archalov. Há as jornadas épicas de cavaleiros que carregam o peso da honra e do dever como o excelente "Os Contos de Édria: A Justiça Cinza" de Eduardo Rocha; a presença de criaturas místicas, monstros e entidades envoltas em magia em “Dragão Esmeralda” de Claudinei Soares, “A Criatura do Pântano” de Henrique Munhoz e o divertido “O Cavaleiro da Mula sem Cabeça” de G. C. Bellföx. Existe também o constante flerte com o desconhecido, o suspense e as sombras que habitam os limites da realidade no incrível e dramático “O Filho da Lua” de Vanessa Musial e “A Biblioteca dos Nomes Perdidos” de Matheus Lima.
Enfim, cada narrativa funciona como uma janela para um universo próprio, revelando culturas, conflitos e personagens distintos. A coletânea é capaz de despertar o senso de maravilhamento, algo característico da fantasia onde o impossível se torna parte integrante da experiência humana.
Mais do que uma simples reunião de histórias, Terras Distantes, Dias Errantes funciona como uma verdadeira vitrine para novos talentos, apresentando ao leitor uma ampla variedade de vozes, estilos e perspectivas dentro da literatura fantástica brasileira, consolidando-se como uma excelente introdução para novos leitores no universo da fantasia.









