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| Correntes Obscuras: Vítima da Luz |
Trazendo aqui o novíssimo lançamento para a Bienal do Livro de SP 2026 - Correntes Obscuras: Vítima da Luz de Rodrigo Rassoul.
A historia começa dando ênfase a ascensão da deusa Parajá Têmisa na qual transforma a fé em instrumento de controle. O que inicialmente poderia parecer uma promessa de salvação começa, aos poucos, a revelar uma face muito mais perturbadora.
É nesse ambiente que surge Adônis, personagem colocado no centro de uma trama marcada por descobertas, perseguições e escolhas difíceis. Ao se aproximar dos segredos que envolvem o regime e os crimes cometidos em nome da própria divindade, ele passa de simples testemunha a ameaça que precisa ser eliminada.
Rassoul traz figuras e referências do nosso folclore e colocando-as em um cenário de disputa, poder e terror. Aqui a leitura está tão melhor, atraente e hipnótica quanto em Correntes Obscuras da Luz, seu primeiro volume, revelando um amadurecimento brilhante na sua escrita.
Gostei bastante da maneira pela qual a história não entrega todas as respostas de imediato. A narrativa parece abrir uma nova camada da trama, fazendo com que acontecimentos aparentemente isolados adquiram outro significado conforme a leitura avança.
Isso ocorre com diversos personagens como Adônis, Desdêmoda, Mariuska e as lutas dos Cadejos e outras criaturas sobrenaturais. Essa construção mantém uma sensação constante de desconfiança num universo dominado por dogmas e conspirações.
Com um belíssimo projeto gráfico e excelentes artes de Franklin Fernandes, Correntes Obscuras: Vítima da Luz surge como uma leitura envolvente. É um olhar fantástico para olhar para um Brasil imaginário e estranhamente familiar.









