A narrativa acompanha Celeste, uma adolescente tímida cuja rotina é tranformada pelo extraordinário quando Igraine, princesa de um reino mágico, surge pedindo ajuda para salvar seu mundo. Portais se abrem no Parque do Cocó (Fortaleza-CE), conectando o cotidiano urbano a um universo fantástico ameaçado por criaturas que materializam medos, dores.
A jornada das duas é marcada por coragem, amizade e evolução interior.
Gostei de como a autora consegue equilibrar fantasia e intimismo. Sua escrita é fluida, criando uma atmosfera mágica que dialoga com o público jovem sem subestimar sua sensibilidade. A obra também trilha um caminho próprio e muito interessante, ancorado em referências brasileiras e numa narrativa segura e bem original.
Há personagens interessantes como Derfel, Adam, mas a relação entre Celeste e Igraine se torna o verdadeiro coração da história — uma amizade que funciona como refúgio e força diante das sombras.
Com a arte da capa da ilustradora Sara Guedes, vejo Celeste e a Princesa Lazúli como um conto de fadas poético que interliga com precisão o sentimento e a fantasia de forma contundente e magistral.

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