quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Bruenor Battlehammer 🪓🛡

Bruenor Battlehammer 

Rei de Mithral Hall e de Gauntlgrym, Senhor do Clã Battlehammer, é mais do que um líder anão: é o restaurador de reinos perdidos.

Reconquistou Mithral Hall, devolveu a glória ancestral a Gauntlgrym, enfrentou orcs e gigantes, forjou alianças decisivas no Norte.

Empunhando seu machado de guerra e seu inseparável escudo, Bruenor prova que a realeza dos Anões  se mede por feitos, memória e honra — nunca apenas por coroas.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Bem Mal Me Quer

Bem Mal Me Quer  - H. Pueyo 

Conto da autora H. Pueyo, publicado pela Editora Dame Blanche em 2022.

A história começa quando a guarda-chaves é encontrada morta por Dália na Casa Caprichosa, onde eficiência e discrição são vitais para os funcionários, que vivem sob o medo constante da proprietária — uma criatura monstruosa e aracnídea chamada Anatema.

O conto possui uma narrativa muito envolvente e reflexiva. Há tensão emocional entre os protagonistas, enquanto a aura gótica e sombria emana de forma magistral.

Gostei muito do conceito central encontrado nas linhas descritivas do texto. Aqui, temos diversos simbolismos caracterizados pelo desejo, ego e medo. O suspense, a investigação e os debates e "confrontos" entre as personagens Dália e Anatema são perfeitos. A autora consegue equilibrar esses momentos intensos de maneira que o leitor permaneça grudado a cada página.

Meu destaque vai para as descrições vívidas da criatura, dignas de qualquer pesadelo vindo das profundezas lúgubres. Os personagens secundários também mantêm o equilíbrio na medida certa.

Bem Mal Me Quer é instigante e, ao mesmo tempo, provocativo; uma obra digna das leituras góticas contemporâneas que me surpreendeu positivamente.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Vikings - Olho de Odin

Vikings - Olho de Odin 

Com roteiro de Eduardo Kasse e arte de Carlos Sekko, trago aqui Vikings: Olho de Odin, publicado pela Editora Draco em 2023. 

Na trama, os guerreiros Hróaldr, Boors, Caolho e outros amigos partem em uma jornada para desvendar um grande mistério: como o olho de Odin, o Pai de Todos, foi parar em Midgard, o mundo dos homens.

Com a ajuda da vidente Jórunnr e enfrentando situações engraçadas e épicas, o grupo busca respostas na tentativa de evitar o temido Ragnarök.


Bom, a escrita do Kasse se mantém impecável. Ele utiliza muito bem uma abordagem ácida e descontraída para equilibrar a brutalidade do cenário nórdico. O humor, assim como nas outras hqs anteriores, não é apenas um detalhe, mas um pilar narrativo que define a identidade da obra. 

Como sempre gostei muita da dinâmica caótica entre Hróaldr e Boors. A história celebra a lealdade e a união da parede de escudos, sugerindo que mesmo os desafios mais brutais são superáveis com aliados de confiança.

As ilustrações de Sekko evocam a fúria das batalhas e ao mesmo tempo ampliam tempo e espaço, resultando em uma estética tão brutal quanto magnética. 

Enfim, Vikings: O Olho de Odin garante que o tom "sujo" e ríspido da leitura se mantenha fiel ao espírito das sagas anteriores - 𝑵𝒐𝒊𝒕𝒆 𝒆𝒎 𝑽𝒂𝒍𝒉𝒂𝒍𝒂 e 𝑴𝒐𝒓𝒕𝒆 𝒂𝒐 𝑻𝒓𝒐𝒍𝒍 -, afastando-se de qualquer glamourização para entregar uma jornada visceral, divertida e mitológica.