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segunda-feira, 30 de março de 2026

Demolidor - A Saga do Punho Vermelho

A Saga do Punho Vermelho 

Com a estreia da segunda temporada de Demolidor: Renascido, vou indicar uma das sagas que fogem do tradicional e cria mais ênfase ao Diabo da Cozinha do Inferno. 

𝘈 𝘚𝘢𝘨𝘢 𝘥𝘰 𝘗𝘶𝘯𝘩𝘰 𝘝𝘦𝘳𝘮𝘦𝘭𝘩𝘰 é o desfecho épico da fase de Chip Zdarsky. Nela, Matt Murdock e Elektra fundam uma organização profetizada para destruir o Tentáculo de uma vez por todas. A trama escala para uma guerra global, envolvendo os Vingadores e uma descida literal ao Inferno, focando no sacrifício final de Matt e na sua luta entre a fé e a justiça.

Publicada pela Panini em 2023 e ilustrada pelo mestre Marco Checchetto, essa fase redefine o que significa ser um herói de maneira instigante e ao mesmo tempo surpreendente. 

É um material visceral, filosófico e visualmente impecável. Fugindo de clássicos como 𝘈 𝘘𝘶𝘦𝘥𝘢 𝘥𝘦 𝘔𝘶𝘳𝘥𝘰𝘤𝘬 e 𝘖 𝘏𝘰𝘮𝘦𝘮 𝘚𝘦𝘮 𝘔𝘦𝘥𝘰, para mim, o roteiro transforma o personagem, questiona o sistema e leva a fé de Murdock ao ápice da ruptura e seu senso de justiça.


"𝘈 𝘷𝘪𝘰𝘭𝘦̂𝘯𝘤𝘪𝘢 𝘦́ 𝘶𝘮 𝘶́𝘭𝘵𝘪𝘮𝘰 𝘳𝘦𝘤𝘶𝘳𝘴𝘰, 𝘮𝘢𝘴 𝘲𝘶𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘯𝘢̃𝘰 𝘩𝘢́ 𝘰𝘶𝘵𝘳𝘢 𝘰𝘱𝘤̧𝘢̃𝘰, 𝘲𝘶𝘢𝘯𝘥𝘰 𝘱𝘦𝘴𝘴𝘰𝘢𝘴 𝘣𝘰𝘢𝘴 𝘦𝘴𝘵𝘢̃𝘰 𝘴𝘦𝘯𝘥𝘰 𝘢𝘵𝘢𝘤𝘢𝘥𝘢𝘴, 𝘴𝘦𝘯𝘥𝘰 𝘦𝘴𝘱𝘢𝘯𝘤𝘢𝘥𝘢𝘴, 𝘢̀𝘴 𝘷𝘦𝘻𝘦𝘴 𝘵𝘶𝘥𝘰 𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘷𝘰𝘤𝘦̂ 𝘱𝘰𝘥𝘦 𝘧𝘢𝘻𝘦𝘳 𝘦́ 𝘦𝘳𝘨𝘶𝘦𝘳 𝘰𝘴 𝘱𝘶𝘯𝘩𝘰𝘴 𝘦 𝘭𝘶𝘵𝘢𝘳."

Elektra 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Vikings - Olho de Odin

Vikings - Olho de Odin 

Com roteiro de Eduardo Kasse e arte de Carlos Sekko, trago aqui Vikings: Olho de Odin, publicado pela Editora Draco em 2023. 

Na trama, os guerreiros Hróaldr, Boors, Caolho e outros amigos partem em uma jornada para desvendar um grande mistério: como o olho de Odin, o Pai de Todos, foi parar em Midgard, o mundo dos homens.

Com a ajuda da vidente Jórunnr e enfrentando situações engraçadas e épicas, o grupo busca respostas na tentativa de evitar o temido Ragnarök.


Bom, a escrita do Kasse se mantém impecável. Ele utiliza muito bem uma abordagem ácida e descontraída para equilibrar a brutalidade do cenário nórdico. O humor, assim como nas outras hqs anteriores, não é apenas um detalhe, mas um pilar narrativo que define a identidade da obra. 

Como sempre gostei muita da dinâmica caótica entre Hróaldr e Boors. A história celebra a lealdade e a união da parede de escudos, sugerindo que mesmo os desafios mais brutais são superáveis com aliados de confiança.

As ilustrações de Sekko evocam a fúria das batalhas e ao mesmo tempo ampliam tempo e espaço, resultando em uma estética tão brutal quanto magnética. 

Enfim, Vikings: O Olho de Odin garante que o tom "sujo" e ríspido da leitura se mantenha fiel ao espírito das sagas anteriores - 𝑵𝒐𝒊𝒕𝒆 𝒆𝒎 𝑽𝒂𝒍𝒉𝒂𝒍𝒂 e 𝑴𝒐𝒓𝒕𝒆 𝒂𝒐 𝑻𝒓𝒐𝒍𝒍 -, afastando-se de qualquer glamourização para entregar uma jornada visceral, divertida e mitológica.